Interdição da Ponte Leonel Brizola provoca congestionamentos e evidencia problemas acumulados por décadas na mobilidade urbana de Campos dos Goytacazes O enorme congestionamento registrado ontem em Campos dos Goytacazes, provocado pela implantação dos horários de interdição da Ponte Leonel Brizola, não pode ser analisado apenas como um problema circunstancial de trânsito. O caos nas ruas é, na verdade, o resultado mais visível de uma crise muito mais profunda: décadas de falta de planejamento urbano, de decisões fragmentadas e de sucessivos governos municipais que não conseguiram estruturar uma política de mobilidade compatível com o crescimento e as necessidades da cidade. A interdição parcial da Ponte Leonel Brizola, especialmente nos horários de maior movimento, tornou evidente uma fragilidade que há muito tempo permanece escondida atrás da rotina diária: Campos possui uma dependência excessiva de determinadas ligações viárias e não dispõe de um sistema de transporte público s...
Quem acompanha a política de Campos dos Goytacazes certamente se lembra da passagem do deputado estadual Rodrigo Amorim (PL-RJ) pelo Hospital Geral de Guarus (HGG). Na ocasião, o que foi apresentado como uma ação de fiscalização acabou ganhando contornos de uma verdadeira algazarra teatral, com câmeras, discursos, cobranças e forte exposição política dentro da unidade. A cena teve repercussão justamente pelo tom performático da visita, que mais parecia um embate político diante das câmeras do que uma fiscalização técnica. O parlamentar fez críticas ao funcionamento do hospital e questionou a utilização dos recursos públicos. Agora, o nome de Rodrigo Amorim volta ao debate por uma situação envolvendo familiares e o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Segundo reportagem publicada pelo site Metrópoles, a esposa do deputado, Fernanda Braga Mendes, e sua cunhada, Bianca Vasconcelos Pires de Amorim, foram nomeadas para funções no gabinete do presidente do TCE...
O alerta manifestado pelo presidente da CDL Campos, Fábio Paes, sobre o fechamento de grandes estabelecimentos comerciais na cidade, como a loja das Casas Bahia e a Tele Rio, não deve ser interpretado apenas como mais um capítulo da crise do varejo. O fenômeno é muito mais profundo: estamos diante de uma transformação estrutural na maneira como a sociedade compra, circula, ocupa e se relaciona com a cidade. O comércio tradicional enfrenta, simultaneamente, juros elevados, endividamento das famílias, custos operacionais, carga tributária e concorrência cada vez mais intensa. Mas existe outro componente que precisa ser analisado com atenção: a transformação cultural provocada pelo comércio eletrônico. Em 2025, o e-commerce brasileiro alcançou faturamento de R$ 295,6 bilhões, crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Em uma década, o faturamento do comércio eletrônico cresceu 429%. Mais do que uma nova forma de comprar, o e-commerce criou um novo comportamento cultural. O...
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