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Protestos na COP30: os limites do desenvolvimento sustentável no capitalismo.

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A realização da COP30 reacendeu, mais uma vez, o contraste entre a retórica diplomática dos governos e corporações e a indignação crescente da sociedade civil organizada. Os protestos que tomaram as ruas de Belém não surgiram como ruído secundário do evento, mas como demonstração explícita de que amplos setores sociais já não acreditam que as soluções apresentadas dentro das conferências internacionais sejam capazes de enfrentar a crise climática em sua profundidade. A crítica central é conhecida, mas ganha novo vigor: há um limite estrutural para qualquer proposta de “desenvolvimento sustentável” enquanto as economias permanecerem organizadas pelos imperativos do capitalismo contemporâneo. De um lado, líderes estatais e executivos de grandes empresas reafirmam compromissos de neutralidade de carbono, planos de transição energética e metas de redução de emissões. Do outro, movimentos climáticos, organizações indígenas, juventudes urbanas e pesquisadores denunciam que tais metas são in...

Resultado da preguiça da elite brasileira: enquanto tarifas contra Brasil persistem, China fecha acordo com os EUA.

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A história recente evidencia um contraste que se aprofunda a cada novo movimento geopolítico: de um lado, a elite brasileira, acomodada com o papel subordinado que as potências ocidentais reservaram ao país na Divisão Internacional do Trabalho; de outro, a China, cuja estratégia de desenvolvimento se apoiou em planejamento estatal rigoroso, disciplina industrial e uma clara vontade de disputar posições nos centros decisórios da economia mundial. O resultado, visível há décadas, manifesta-se novamente quando, apesar das tarifas que seguem penalizando produtos brasileiros, Pequim avança e firma um novo acordo com os Estados Unidos — o maior competidor e, simultaneamente, o maior parceiro econômico do gigante asiático. O Brasil, por sua vez, permanece preso a uma lógica oligárquica que não mudou substancialmente desde o período colonial. A elite nacional parece satisfeita com um modelo econômico baseado na exportação de commodities e na dependência tecnológica, aceitando como natural seu...

Chacina e aprovação de Cláudio Castro: o papel das igrejas na configuração de uma sociedade fundamentalista e reacionária.

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As recentes chacinas ocorridas nas comunidades do Rio de Janeiro, sob a gestão do governador Cláudio Castro, escancaram a face mais cruel de um Estado que naturaliza a morte de pobres e negros em nome de uma suposta “guerra ao crime”. No entanto, o que chama ainda mais atenção é a manutenção de altos índices de aprovação de um governo marcado por tragédias humanas e políticas de segurança ineficazes. A explicação para esse paradoxo passa, inevitavelmente, pelo papel político e ideológico desempenhado por parte das igrejas — sobretudo as de orientação neopentecostal — na consolidação de uma sociedade cada vez mais fundamentalista e reacionária. Nos últimos anos, setores religiosos deixaram de atuar apenas no campo espiritual para ocupar abertamente espaços de poder e influência política. No Rio de Janeiro, essa aliança entre fé e governo é visível: Cláudio Castro, ele próprio um político ligado a igrejas evangélicas, encontrou nesse segmento uma base eleitoral sólida e fiel. As lideran...

China dá exemplo ao mundo ao pedir responsabilidade aos EUA e à Rússia diante das ameaças de retomada de testes com armas nucleares.

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  Em um momento em que o planeta volta a conviver com o fantasma da corrida armamentista, a China surge como uma voz de moderação e responsabilidade ao cobrar dos Estados Unidos e da Rússia contenção diante das recentes ameaças de retomada de testes com armas nucleares. A postura de Pequim contrasta com a retórica beligerante que volta a ganhar força nas grandes potências ocidentais e reforça a importância do diálogo e da diplomacia como instrumentos essenciais para a preservação da paz mundial. Desde o fim da Guerra Fria, o equilíbrio nuclear tem se sustentado em grande parte por meio de acordos internacionais de não proliferação e pela moratória informal que impediu novas detonações experimentais. No entanto, a escalada de tensões geopolíticas entre Washington e Moscou — intensificada por conflitos como a guerra na Ucrânia e a disputa por influência no Oriente Médio — ameaça desmontar décadas de avanços no controle de armamentos. Nesse contexto, o alerta da China não é apenas pr...

Após chacina na Penha e no Alemão, TSE marca julgamento que pode cassar Cláudio Castro.

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A coincidência entre a recente chacina nas comunidades da Penha e do Alemão e o anúncio do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode cassar o mandato do governador Cláudio Castro (PL) evidencia o colapso ético e político que marca o atual governo do Rio de Janeiro. O episódio escancara não apenas a falência da política de segurança pública fluminense, baseada em operações policiais brutais e ineficazes, mas também o esgotamento de um modelo de poder que se sustenta na violência, no clientelismo e na desresponsabilização institucional. A chacina — que somou dezenas de mortos, entre eles moradores e suspeitos — ocorreu sob o discurso recorrente de “combate ao crime organizado”, expressão que se tornou uma justificativa genérica para ações desproporcionais e letais em territórios pobres. Em vez de política de segurança, o que se vê é uma política de guerra. O Estado, incapaz de oferecer direitos básicos, como educação, emprego e moradia, aparece nas favelas apenas por meio...

Rio de Janeiro em Guerra: As 130 Mortes e a Falência da Política de Segurança de Cláudio Castro.

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Imagem: G1.  O Rio de Janeiro vive, mais uma vez, o colapso de sua própria tragédia. A recente onda de violência, com cerca de 130 mortes em apenas alguns dias, escancara a falência completa do modelo de segurança pública adotado pelo governo Cláudio Castro — um modelo baseado quase exclusivamente na repressão policial, sem qualquer política consistente de inclusão social, prevenção da violência ou reconstrução comunitária. O que se vê nas ruas é o retrato de um Estado ausente, que só aparece nas favelas por meio do cano de um fuzil. O discurso oficial do governo, centrado na “guerra ao crime”, tem se revelado um pretexto para operações brutais que ceifam vidas indiscriminadamente, transformando comunidades inteiras em zonas de combate. A lógica militarizada da segurança pública ignora o fato de que as causas da violência no Rio são estruturais — nascem da desigualdade, do desemprego, da exclusão e da falta de políticas públicas efetivas. Ao insistir em uma política de morte, Cláu...

A Guerra do Rio e o Colapso do Estado: Quando a Violência se Torna Política Pública.

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O Rio de Janeiro viveu hoje mais um capítulo de sua longa e dolorosa guerra urbana. A megaoperação policial deflagrada nos complexos da Penha e do Alemão, que resultou em mais de sessenta mortos, não é apenas um evento de segurança pública — é um retrato cruel da falência do Estado em garantir direitos, promover cidadania e mediar conflitos sociais de maneira legítima. O que se vê nas ruas da capital fluminense é menos uma ação de controle do crime e mais um sintoma de um país que normalizou o uso da violência como instrumento de governo. Sob o discurso do “combate ao narcotráfico”, o poder público reafirma uma lógica militarizada que há décadas se mostra ineficaz. A retórica oficial — de “retomar territórios” e “impor a presença do Estado” — esconde o fato de que o Estado só aparece nas favelas com armas em punho, tanques nas ruas e helicópteros sobrevoando as casas. O resto do tempo, essas comunidades permanecem abandonadas, sem escolas de qualidade, saneamento, postos de saúde ou o...